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sexta-feira, 25 de maio de 2018

A Transformação...


A borboleta, antes de ser borboleta foi lagarto.

Quantas vezes procuro impacientemente por uma transformação na minha vida. Procuro fora, aquilo que tenho cá dentro de mim, no meu coração. Como em tudo na vida queremos que aconteça tudo rápido, tudo para ontem, principalmente coisas que nos preocupam, chateiam, magoam... Queremos que tudo passe o mais rápido possível... É aí que penso na borboleta...

Um lagarto, mole, pequeno e feio, à procura de um local para poder formar o seu casulo. Lá anda ele, lento, devagar, devagarinho. Aquilo que queremos rápido na nossa vida também é assim não é? Mas, o lagarto, lá vai ele, sem pressa, há-de chegar ao sitio certo, mesmo sabendo muitas vezes que anda sem destino... 

Quando encontra um lugar seguro, vai formando o seu casulo, mais uma vez, muito devagar, devagarinho, até que na vida dele começa a ficar tudo escuro, ele fecha-se no seu casulo durante uns tempos. Assim acontece comigo... Às vezes vejo tudo escuro, não consigo vislumbrar uma ponta de luz que seja, está chuva lá fora e cá dentro também, também não me apetece sair do casulo...

Até que chega aquele dia, em que aparece alguém, ou alguma coisa que nos começa a mostrar fechos de luz... Começa a transformação... De dentro para fora. Sim, a verdadeira transformação começa de dentro para fora... Assim, começa a borboleta a rasgar o casulo, aos poucos e poucos começa a ver a luz do dia, um sol brilhante e um céu azul. Nasce uma linda borboleta. E começa a voar bem alto, livre, leve e solta...

Assim é a minha vida, quando liberta de tudo aquilo que me prende ao casulo. Conhecem pessoas que não precisam de adereços porque pura e simplesmente brilham, mas não conseguimos perceber muito bem porquê?! Pois eu percebo... As maravilhas de Deus estão sempre no nosso coração, de dentro para fora... E quando eu sou borboleta, é sinal que saí do casulo. :)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Investimento nas relações humanas...


Ultimamente dou por mim a pensar nas relações humanas e no trabalho que elas dão... Trabalho se calhar é uma palavra forte e feia para ser aplicada aqui, mas o que é certo é que tenho pensado que é necessário cada vez mais investir tempo com as relações humanas, aquelas que nos são mais próximas.

Ter amigos como os do facebook, não dá trabalho nenhum, está à distância de um "click", de um "like", eu estou a falar daqueles amigos verdadeiros, se não dedicar-mos tempo a eles, para estar, ouvir, conversar, aconselhar, rir, mostrar interesse e preocupação, o sentimento acaba por diminuir, e ficam apenas as boas recordações.

Subindo agora para um outro tipo de relacionamento precioso, aquele que nos enche a alma e o coração, o Amor. Conquistar o nosso Amor, não é tarefa fácil, mas também não considero fácil manter o relacionamento amoroso, e se eu estiver enganada aceito outras opiniões. Tenho visto e assistido a muitas relações recentes a terminarem e as dos mais velhos, continuam firmes como uma rocha, talvez um dia vos consiga explicar qual é o segredo. :)  

Acredito no Amor para toda a vida, acho que já o disse aqui várias vezes, mas para isso, tenho chegado à conclusão que é necessário dedicarmos sempre à nossa relação, manter o amor vivo como uma lareira, podemos até colocar pouca lenha, mas ela vai estando viva, de vez em quando à que colocar ainda mais lenha do que o costume, para ver que ela aquece ainda mais, assim é o Amor, há que dedicar muito tempo ao outro, tempos de ser, de estar, tempo para conversar, para namorar, para rir e chorar, para caminhar na mesma direcção, à que manter a chama viva, dá muito trabalho, mas lembrem-se se deixarem de colocar lenha, a lareira apaga-se... :)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Não sei quantas almas tenho...


"Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu?”
Deus sabe, porque o escreveu."

Fernando Pessoa

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Aquelas pedras no caminho...



No decorrer da minha e certamente das vossas vidas, são colocadas muitas pedras nos nossos caminhos, difíceis de serem retiradas, lançadas ou pontapeadas. 

Muitas vezes essas pedras são pessoas que somos obrigadas a conviver, por força das circunstâncias, porque tem mesmo de ser, por causa de trabalho, de família que nos é próxima e tem
os grande estima e consideração pela pessoa que amamos.

O certo é que eu e tu, temos pessoas na vida que não gostámos. Eu tenho algumas que só a presença me retira toda a energia e vitalidade que tenho, sou capaz de me sentir pequenina, frágil, parece que me suga tudo aquilo que tenho de bom para dar, parece que esqueço quem sou, o que tenho de bom, passo a sentir-me muito mal. Para poder recuperar o fôlego ainda demoro alguns dias a recompor-me. Agora, imaginem o que é conviver todos os dias com esse tipo de pessoas? É um autêntico desafio, porque no fundo precisámos delas, mas elas não precisam de nós, somos completamente desprezáveis na mente delas! 

Por incrível que pareça não consigo desejar-lhes o mal, quero muito que elas sejam felizes, que atinjam o sucesso muito mais e melhor do que eu, rezo por elas. Sinto que assim, marco a diferença na vida delas, mais cedo ou mais tarde vou lembrar-se de mim, não porque me saltou a tampa a toda a hora, mas sim porque em determinada altura soube ser paciente, fiel a mim mesma, porque talvez senti que ela por algum motivo estivesse a sofrer ou fosse uma pessoa sofredora. Olhá-la com os olhos de Jesus, é um dom! Olhar aquele que nos faz tão mal com os olhos de Jesus, é perdoar sem nunca ter havido um pedido de desculpas, é estar em paz consigo mesmo.

Tudo isto, muitas vezes acredito que não é fácil, somos seres humanos, apetece explodir muitas vezes, mas o esforço para não falar, não dizer tudo aquilo que penso é tão grande, que quando estou sozinha acabo a chorar, é um desabafo... Mas, depois tudo passa, o dia volta a dormir, a acordar e novas oportunidades vão surgindo, no fundo é tudo uma aprendizagem, saber lidar com todo o tipo de pessoas é uma aprendizagem, saber aceitá-las na diferença...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

O Sonho que parecia tão real...


Sonhei contigo, sim, tu que já partiste, sem que eu me tivesse despedido de ti a sério.

Mas, como é possível! Passaram tantos anos! 10 anos, e só agora tive a sensação que te disse tudo o que sentia a teu respeito... Isto sim, pareceu ser uma despedida!

Estavas sentado na cadeira do costume, com as limitações do costume, com o teu olhar meigo, carinhoso muito observador mas num sitio completamente diferente, que não conheci, mas era bonito, no meio da natureza, como eu gosto, será que é o paraíso onde estás neste momento? :)

Fui ter contigo, mais contente e animada que da última vez que estive contigo, e tal como no fim da tua vida, continuavas preocupado com a tua esposa. Conversávamos sobre ela, somente os dois. Antes de me vir embora, disse que gostava muito de ti, que és uma pessoa muito especial e importante para mim, tu abraças-te-me e eu senti o teu cheiro, o teu carinho o teu amor, o teu calor, não disseste nada, mas também não foi preciso. 

Custou-me imenso ter que sair da tua beira, tive a mesma sensação que em tempos, que nunca mais te iria ver, fiquei preocupada, mas assim foi nunca mais te vi, pelo menos neste pequeno, grande sonho.

Existia também uma grande diferença, eu não tinha 19 anos, como na altura que partiste, tinha a minha idade actual, será que esperas-te que eu atingisse a maturidade, percebesse uma série de coisas, para poderes aparecer assim nos meus sonhos? Talvez... Sinto que vieste em boa altura.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Surpresas que me deixam realmente surpreendida


Na passada sexta-feira a seguir ao almoço fui surpreendida por dois colegas de trabalho. Imaginem o que é chegar à vossa mesa de trabalho e ver a parte da frente toda ela personalizada, com o quê? Folhas e borboletas desenhadas. 

Não sei porquê, mas começo a achar que eu e as borboletas temos algo em comum e de muito mágico, porque os meus colegas de trabalho quando se lembra de mim, dão-me alguma coisa que tenha sempre uma borboleta, uma tela, um vaso e agora, a minha mesa de trabalho, a única, totalmente personalizada naquela empresa... Para além das borboletas, houve outra coisa que me deixou muito impressionada, foram as folhas, o modo como elas estavam dispostas e desenhadas, eu própria em momentos de pausa desenhei muitas do mesmo género, e agora, alguém que me parece conhecer bem, retratou tudo aquilo na minha mesa...

O desenho em si surpreendeu-me, mas o gesto comoveu-me muito, muito mesmo, ainda bem que naquele preciso momento, eu estava sozinha, porque desatei a chorar uns bons minutos. Tudo o que este gesto significa para mim, é algo de inexplicável, duas pessoas que conseguiram fazer tudo isto nas minhas costas, sem eu pedir nada, sem eu desconfiar de nada, preocuparam-se comigo, perderam tempo e dinheiro comigo, queriam no fundo ver-me bem, feliz, deixaram-me a fazer a mesma pergunta várias vezes: "Eu mereço isto? Será que mereço? Acho que não, não sinto que tenha feito nada para o merecer."

Mas depois pensei em Deus, senti-me tão grata, tão abençoada... Agradeci-lhe, porque são estes pequenos, grandes gestos que fazem a diferença nas nossas vidas, agradeci e agradeço pelas pessoas maravilhosas que tem colocado na minha vida, por eu ter boas relações no meu local de trabalho, agradeci pela minha gratidão, contemplação e bênção. Este dia tornou-se especial, diferente e único, ainda hoje estou com sorriso de orelha a orelha, é incrível como pequenos gestos fazem toda a diferença na vida de uma pessoa. 

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Promessas de Adolescente...


Hoje, não sei porque passou-me pela cabeça as promessas que fazia quando era adolescente em conjunto com as minhas amigas, e recordo-me perfeitamente que ainda eram bastantes, sonhamos muito.

De certa forma nessa altura já estávamos a traçar objectivos, a criar sonhos na nossa cabeça, nada para nós era impossível de alcançar. Os nossos pais é que certamente não iriam gostar nada do nosso futuro, tal e qual como o tínhamos planeado. :)

Éramos três mosqueteiras, e ainda continuamos a ser amigas para a vida, as de sempre e para sempre, à cerca de 25 anos. Incrível? Sim. Mas é verdade.

Prometemos que íamos andar sempre juntas, que íamos ter namorado, mas íamos morar todas juntas na mesma casa. Uma casa enorme, com piscina, cada uma de nós ia ter uma moto, tipo Harley Davidson. Tudo isto parece um pouco ridículo, mas o que é a adolescência? :) Hoje, só apetece sorrir perante estes pensamentos.

Sentíamos que a nossa imaginação não tinha limites, e quando viessem os namorados, nós iríamos continuar a conduzir as nossas motos, nós é que dominaríamos sempre a situação.

Não tínhamos intenção de casar, apenas viver um amor livre e despreocupado, sem filhos.

A nossa inspiração deu ainda mais asas quando saiu o filme: "Coyote Bar". Este filme foi a nossa fonte de inspiração, porque identificava-se muito com a nossa rebeldia, ou no mundo de sonho que gostaríamos de ter, de forma livre, despreocupada, e sempre unidas. Os nossos pais e restantes familiares é que iriam deserdar-nos, mas isso era algo que na altura não preocupava a nenhuma de nós. Continuamos a sonhar e a sonhar, sempre com a mesma ideia.

O certo, é que os nossos sonhos saíram todos ao lado e todas nós seguimos destinos completamente diferentes. Uma está solteirinha, leva uma vida longe de todos nós na Capital, a outra juntou-se com um rapaz, já casou e já tem um filho e eu casada estou e nunca em outra altura me tinha visto em semelhante coisa! :) 

Como a vida muda. Mas houve uma promessa que não foi quebrada! Nós continuamos amigas, sempre que estamos juntas é como se nunca tivéssemos deixado de estar. Não interessa os caminhos que ambas traçaram mas sim aquilo que nos une... A verdadeira amizade.

Não sei se os adolescentes de hoje, sonham como nós sonhamos, mas espero que sim, tenho esperança que neste universo, ainda existem muitos assim... Sonhadores...

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

sábado, 22 de novembro de 2014

sábado, 4 de outubro de 2014

O conceito de Amizade...


Para mim a Amizade, é dos sentimentos mais bonitos, quando é vivido em pleno e na medida certa. 

O verdadeiro amigo é aquele que tem um interesse desinteressado pelo outro, não tem ciúmes só porque houve um dia que saiu com outra pessoa, gosta dele tal como ele é, respeita, compreende e aceita todas as suas decisões, todo o seu feitio, bom ou mau...

O verdadeiro amigo deixa o outro viver em liberdade, mesmo sabendo que por vezes está a cair num abismo, deixa-o ser livre, mas antes de tudo avisa-o, simplesmente avisa-o dos riscos que pode estar a correr, mas não se intromete em suas decisões, boas ou más, a correr bem ou mal, o amigo vai dar sempre o seu ombro para chorar, para consular ou um sorriso de orgulho.

O meu amigo deixa-me sonhar, deixa-me viver a minha vida, sem pressões, não exige de mim tempo, nem hora, nem lugar, o meu amigo conhece todos os meus medos, defeitos e virtudes, salienta sempre o melhor de mim, aplaude e orgulha-se de mim quando eu triunfo, mas quando eu estou mal chama-me à atenção de uma forma meiga e carinhosa, que tudo parece que entra e flui com mais naturalidade, e o desconforto e peso na consciência torna-se menor, muito menor.

O meu amigo dá sem esperar em troca, o meu melhor amigo não exige de mim, mais do que aquilo que é normal e natural de um amigo. O meu amigo só quer saber se estou bem, se assim for, nada mais importa. Um amigo é um irmão.

Por isso, deixo-vos a letra desta música, que para mim, é o que melhor caracteriza o meu melhor amigo:

"Um amigo é um bem,
Um Tesouro que se tem,
Sóis vós as estrelas,
Que nos guiam mais além.
São momentos bons e maus, 
Nesta estrada percorrida,
E digo mais, não vos trocava 
Por nada desta vida.

... "





sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Aquelas criticas que parece que nos destroem por dentro...



Quantos de vocês já foram criticados injustamente? 
Quantos de vocês acharam que em determinado momento estavam a fazer uma grande coisa, e de repente vem alguém e diz que é a maior besteira que podiam ter feito?
Quantos de vocês já receberam uma boca foleira, uma critica não construtiva que vos caiu tão mal a ponto de corroer o peito e criar uma certa revolta contra o mundo?

Acredito que sóis muitos, e eu sou uma delas! :) 

Tenho um pequeno lema na minha vida que é: "Se estas a fazer algo que te faz feliz, então não estás a fazer nada de errado, desde que não prejudiques os outros."

Pois bem, existem pessoas neste pequeno mundo que vivem com a infelicidade dos outros, é muito mau... :( Descobrir isto, é muito mau... Saber que estamos rodeados de algumas pessoas que estão sempre a avaliar-nos, a tentar perceber o que estamos a fazer e se está, ou não bem feito... Criando até um certo desconforto. 

E aquelas que apenas riem daquilo que estamos a fazer? Bem, parece que estão a dizer: "Isso que estas a fazer é tão estúpido, não percebo porque continuas!"

Depois criticam, em frente seja de quem for, não desenvolvem a sua critica, deixam-nos na dúvida, sobre o que é que eu fiz de errado?! E quando vou a verificar, pouco ou nada fizeram melhor nesta vida do que eu. Sinto-me triste, tenho pena dessas pessoas, não cresceram, não vão crescer nunca. Nem nunca vão ter quem as ajude a crescer. Grande parte das vezes limito-me ao silêncio, mas ultimamente tem sido difícil não dar o troco, e até eu própria me sinto mal com isso. Acabo por me tornar uma dessas pessoas.

Nunca tive filhos, mas imaginem o que é estar constantemente a criticar um filho, acham que isso o vai ajudar a crescer? Ou será que o contrário, a aceitação, a bondade o estimulo é que vão fazer "crescer" o seu ego?

Meus caros, não sou Santa nenhuma, muitas das vezes também dou por mim a fazer criticas não construtivas, sei identificar algumas dessas situações. 

Este texto é no fundo um desabafo, porque estou certa que muitos de vocês já se sentiram assim... Incompreendidos. Falhados sem terem falhado...

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

domingo, 21 de setembro de 2014

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

domingo, 7 de setembro de 2014

Saudades do Verão a sério...


Tenho saudades de um Verão a sério... O clima anda todo alterado, muito por consequência dos actos do ser humano, mas muito pouca gente pensa ou quer saber disso, o que está a acontecer preocupa-me bastante, não é só por não ter um Verão a sério, mas também porque constitui uma ameaça para todos os seres vivos do planeta.

Não sei se consigo sobreviver sem o Verão! :) Eu gosto muito do calor, de usar pouca roupa de poder tomar banho e não secar o cabelo, mas neste momento, eu começo já a ter saudades daqueles dias quentes seguidos uns aos outros que ninguém consegue suportar, nem ninguém consegue dormir com o calor ou as melgas a chatear, o único sitio onde se estava bem era à beira mar ou dentro de uma piscina com a cabeça de fora, agora nem no Sul do nosso país há assim tanto calor, já não vejo tantas melgas quanto isso, é triste, muito triste... 

Recordações da minha infância e adolescência sobre esses dias de calor são muitos, nas férias chegava a refrescar-me com a mangueira ou num tanque e estorricar na placa de uma pequeno anexo da minha avó. Tenho saudades principalmente das noites quentes de Verão, ninguém conseguia estar dentro de casa, porque as casas estavam muito quentes, então todos os meus vizinhos pequenos e graudos vinham para a rua, era uma alegria, todos os dias... Os mais velhos sentavam-se perto da famosa "loja da baleira"a colocar a conversa em dia ou simplesmente a observar os mais novos a jogar às escondidas, a andar de bicicleta ou a brincar aos bancários... O meu falecido avô tinha um lugar privilegiado mesmo em frente ao portão de sua casa com o meu cão ao colo a receber mimos infinitos, de vez em quando lá ele saltava do colo dele e vinha correr atrás de nós, como se de um impulso se trata-se, só para descarregar energias e depois regressava ao mimo...

Era tudo tão bom, tão mágico, o calor, o Verão deixa as pessoas muito mais alegres, bem dispostas, divertidas, eu necessito dele, eu gosto muito desta estação... Agora, existem muito poucas noites quentes para poder vir para a rua, relaxar, descontrair... Ficam as recordações, as grandes e eternas recordações, de como eram as minhas noites de Verão... Orgulho-me muito ao pensar que naquela altura não havia computadores, telemóveis, Internet tudo isto não iria permitir que estes momentos se concretizassem... Brincar na rua numa noite de Verão...