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quinta-feira, 9 de junho de 2016

A vida tem sentido? Não, a vida só tem um sentido... Em frente...






Em frente é o caminho, é o sentido da vida, não olhes para trás. Já olhas-te bem para as pessoas que estão na tua vida, consideras como algo adquirido? Mas olha que não é teu! Um dia deixa de ser do mundo! Pensámos que só acontece aos outros? Novidade? Nenhuma.


Mas, e se fosse agora mesmo que esse alguém abandoná-se o mundo? Pensar, ou sentir a hipótese que isso possa acontecer, apetece-me muito amar, proteger, estar presente, viver, conviver cada vez mais com essas pessoas especiais e raras no mundo. A vida, a minha vida ganha outro sentido. Chatear-me? Estar chateada? Aborrecer-me? Estar triste? Andar de mal com a vida? Tudo isto deixa de ter qualquer importância, é uma perda de tempo.

Quando temos as coisas bem resolvidas connosco mesmos, com a vida, com os outros, com o mundo, quando nada fica por dizer, ou por fazer, estamos em paz e tranquilidade permanentes, pode acontecer qualquer coisa nas nossas vidas ou na dos outros, que nada nos deixa abalados nem arrependidos.

Shalom! :)

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Toda a compensação vem de um medo fundamental.


"Tens medo, consequentemente compensas. Porque é que não enfrentas o medo? Porque é que não vivências esse medo? Vivenciar uma emoção é permitir que ela se vá embora. Se estás mal, fica. Sofre o que tens de sofrer, chora o que tens de chorar, daí advirá a luz. Ao ires ao fundo de ti próprio irás sentir-te melhor."

sábado, 8 de agosto de 2015

A Viagem mais longa...


A viagem mais longa é aquela em que o tempo não passa, as horas não passam, há um olhar constante para um relógio de parede que não faz parte deste passado, que teima em caminhar comigo lado a lado a um ritmo agoniante.

Nesta viagem há cansaço físico e psicológico, insónias, cheiros, sabores e dissabores... Eu gostava muito de viajar no tempo, agora que encarnei a personagem de histórias mais antigas, descubro que não gosto desta viagem que me consome a alma e teima em me levar para um passado que não é meu e não me pertence.

O meu corpo tem falado muito comigo, coloca-me muitas questões:  "Porque me fazes isto?" "Precisas mesmo de fazer isto?" "Sempre me tratas tão bem e nesta altura em que deveria estar mais relaxado, em breve vou entrar de férias e tu sacrificas-me. Dói-me as pernas, estou a ganhar uns raios estranhos, tenho cãibras de vez em quando, os pés estão muito inchados, nem a massagem que me fazes ao fim do dia alivia. As minhas mãos parecem estar queimadas das luvas que usas. A tua falta de descanso é tão grande que é por isso que te dói tanto a cabeça e não consegues dormir, mesmo tu fechando os olhos, essa viagem no tempo continua."

Por vezes o cansaço psicológico desta longa viagem ainda é muito pior, a capacidade de conseguir dar a volta por cima é muito difícil, é trabalhoso pensar que em breve estou de regresso à vida real, em breve regressámos ao nosso século XXI, muitas vezes não serve de consolo, porque de tempos em tempos tenho de fazer esta longa viagem no tempo, a mais dura e dolorosa de todas.

Vai haver um dia em que vou deixar de a fazer, como alguns... Não quero ser como aqueles que vão para a vida real e depois regressam ao passado, vão e vem quando querem, não, isso não, simplesmente não vou fazer a viagem, não faço mesmo. É difícil olhar todos os dias para os mesmos rostos cansados, alguns chorosos até desta viagem que mais parece uma tortura, mas atenção há aqueles que gostam, ou dizem que gostam, porque a cara deles não engana, mas há aqueles que gostam mesmo, talvez porque para eles há mais divertimento, convívio e vêm outras caras que não são as que vejo durante horas seguidas, talvez aí pudesse gostar muito desta viagem...

Nesta viagem no tempo, há muito trabalho, horas e horas seguidas a preparar os mais deliciosos petiscos para outros saborearem, divertirem-se e brindar ao Amor, à Amizade, à Saúde... O pior de tudo é que eu estou no século XXI mais ou menos, e o meu desejo de estar com eles a brindar a todos estes sentimentos tão nobres é enorme, e de tal maneira forte que me cria um vazio no peito, como se eu não pertence-se a esse mundo, não tenho direito a ele, apenas a observá-lo, embora por um curto espaço de tempo, aquele que parece uma eternidade...

domingo, 14 de junho de 2015

Apenas mais umas horas...


Faltam apenas umas horas para te ver e parece uma eternidade. Como tenho saudades tuas, do teu cheiro, do teu toque, do teu abraço, do sorriso, das palavras... A distância permite-me ver melhor, sentir mais intensamente aquilo que por vezes parece estar adormecido.

Deus assim disse: "Não é bom que o homem esteja só..." Esta frase hoje faz mais sentido, para quê estarmos sozinhos? Quando eu tenho um coração aberto para Amar, para te Amar e para te receber.

Sem ti eu caiu num monólogo, num jantar solitário com pensamentos longínquos que com o passar do tempo acredito que se tornem deprimentes, as tarefas são mais duras e pesadas, os dias são mais cinzentos e a monotonia instala-se na minha vida...

Não é bom eu estar só, eu tenho de partilhar o Amor e o dom da vida contigo...

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Namur




quarta-feira, 10 de junho de 2015

Vazio...


Não sei como começar... Não estás cá, mas estás... Há um vazio que está preenchido mas não está... Antes acordava e não pensava em ti, porque estavas a meu lado, agora acordo e a primeira pessoa que penso é em ti...

Li algures, há muitos anos atrás que "O Amor é como um perfume, quem o tem já não o sente, sente quem se aproxima..." Para mim, cada vez mais esta frase faz sentido. Viver com o Amor e para o Amor é algo que para mim já é tão natural que não o sinto, mas quando uma parte de mim se distância, percebe-se que o Amor está lá, sempre esteve...

São apenas alguns dias, que parecem uma eternidade, ouvir a tua voz é um conforto, é como preencher a lacuna da saudade. És tão chatinho para mim, pregas-me tantas partidas, tantas brincadeiras, mas até disso tenho saudade... :) 

Não quero estar em casa, ela está tão cheia, mas tão vazia... É impensável viver assim, falta aqui alguém que preenche a casa e o coração. Falta o riso, a lágrima de alegria e tristeza, o desabafo, o abraço ao sair de casa e o beijo na chegada.

Falta o jantar, o bom apetite, o dorme bem e o até amanhã... Faltam as palavras de animo, de doçura logo pela manhã... A preguiça de um novo dia e as promessas de um amor eterno...

Faltas tu, para completar o vazio...

sábado, 30 de maio de 2015

sábado, 23 de maio de 2015

O meu corpo...


És a minha carta de apresentação, a capa do meu livro, és tu que escondes o meu conteúdo.

És funcional, perfeito, sinto que por vezes te levo ao limite e exaustão, não te quero mal, gosto muito de ti, gosto de tratar de ti, um duche, um creme, uma massagem, exercício físico.

Por vezes dou-te pouco descanso, não respeito as tuas necessidades, ficas chateado começando a manifestar-te com bolhas na cara, herpes labial, couro cabeludo irritado, pele irritada, olheiras inchadas.

És tu o primeiro a ser apresentado, só depois vem aquilo que eu sou realmente. Há quem goste de ti, há quem não goste, há quem tire boas e más impressões. 

Consegues manifestar todas as minhas emoções verdadeiras e ao mesmo tempo camuflá-las/tapá-las, sem que ninguém se aperceba do que sinto realmente.

Grande parte das vezes não consigo controlar a tua sensibilidade, principalmente a parte de corar com grande frequência. :) Dás sinal de nervosismo, muito antes de eu pensar sequer naquilo que está para acontecer.
Sentes-te derrotado, quando me dizem coisas más, gelado quando me mentem. Sentes calor quando me elogiam ou falam de mim, arrepio quando te beijam o pescoço. Dor, quando me atingem com palavras tristes e falsas a meu respeito.

És especial, importante e imprescindível para as sensações, és a capa do meu livro, com um resumo muito curto e breve sobre mim, sobre a minha história...


quinta-feira, 21 de maio de 2015

Tenham um dia cheio de Amor... :)


"Não ame pela beleza, pois um dia ela acaba. Não ame por admiração, pois um dia você se decepciona. Ame apenas, pois o tempo nunca pode acabar com uma Amor sem explicação."

Madre Teresa de Calcutá

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Eu, Planeta Terra...


Nasci primeiro que vocês, humanos, tenho árvores de várias espécies, feitios e tamanhos, as que dão fruto e as que simplesmente embelezam a paisagem. Tenho rios, oceanos quentes e frios e de várias cores, cascatas pequenas, grandes e muito grandes. 

Em mim, habitam seres vivos de várias espécies, cores, tamanhos e feitios, uns ferozes, corajosos, outros mais tímidos e reservados, os que voam, os que rastejam, os que nadam, os que correm, os que trepam. E por último viestes vós, seres humanos racionais, sóis sempre bem vindos, mas porque derrubas tantas das minhas árvores? Deixas, tantos dos meus animais sem habitat, tudo para teu beneficio, e eu deixo que tu embelezes tudo à tua maneira. 

Crias-te em mim casas, fábricas e carros que libertam uns gases estranhos e que me fazem tão mal. Depois de desfrutares das minhas florestas, dos meus bosques, do ar puro das minhas árvores, deixas lá muito lixo. O pior... O pior é quando pegas fogo à minha linda floresta, não sabes o quanto eu sofro com tudo isto, todas as minhas árvores serem consumidas pelas chamas, os meus animais numa agonia enormes a tentarem salvar-se a si e às suas crias, nunca sabem para onde ir, o meu céu fica tão cinzento...

Deitas umas matérias estranhas nos meus rios e oceanos, os mesmos que podes usar para te refrescar e até saciar a tua sede, mas acabas por matar todos os meus peixes... Não compreendo...

Sabes, vou suportando, mas ás vezes não aguento, as dores que provocas em mim são tantas, que acabo por explodir em terra ou em mar, é uma explosão de dor imensa esta a minha, surgem as catástrofes que tu bem conheces, furacões, tempestades, terramotos, etc. peço-te perdão, mas isto sou eu com muitas dores, sou eu a morrer... 
Trata bem de mim, que ainda tenho tanta coisa boa para te dar...

sábado, 16 de maio de 2015

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Os verdadeiros pais...


Nunca fui mãe, mas consigo ter a capacidade de visualizar os verdadeiros pais. Um Amor Incondicional, aqueles que fazem de tudo para ver e ter os filhos bem, independentemente da idade que os filhos possam ter, independentemente de já terem atingido a maior idade ou não, o Amor é eterno.

O filho pode fazer muitas asneiras, virar as costas aos pais, desejar-lhes o mal, mas os verdadeiros pais, mesmo à distância continuam a amá-los e a perdoar-lhes sem eles nunca terem pedido desculpas.

O filho quando tem um problema, nunca está sozinho, os verdadeiros pais, vivem esse mesmo problema e tentam solucioná-lo em conjunto. Quando o filho tem uma dor forte, a dos pais é ainda maior, pois desejam mais do que nunca que essa dor, esse sofrimento fosse a deles mesmos, desejam nunca ver o filho a sofrer, preferem a sua própria morte à incapacidade de solucionar problemas de saúde.

Alguns (felizmente não são muitos, acho eu), dizem à boca cheia que quando os filhos atingem a maior idade, já não estão por sua conta.

E eu pergunto-me a mim mesma: "O que seria de mim, se aos 18 anos de idade os meus pais me abandonassem? O que é que ia fazer à minha vida?" Estava sem dinheiro e cheia de dúvidas: "Vou trabalhar? Vou estudar? Vou tirar carta de condução? Com que dinheiro?" Não sabia exactamente o que queria da vida, e os meus pais foram a minha alavanca, o meu suporte, a minha força e esperança... Certamente se eles não me estendessem a mão, não teria aquilo que tenho hoje, a nível material e emocional. Sim emocional, porque nestas coisas, não ganhamos só "coisas", ganhámos esperança, garra, determinação e descobrimos de facto o que é este amor incondicional.

Se me perguntarem hoje: "Vais fazer o mesmo aos teus filhos?" Gostava de ser o mais justa possível, pois tenho a sensação que as injustiças são todas pagas neste mundo e a um preço muito alto, portanto não gosto de fazer aos outros aquilo que não gosto que façam a mim. Quem semeia bem, colhe sempre bons frutos...

sábado, 2 de maio de 2015

O Universo...


"O universo é energicamente perfeito. Tudo neste preciso momento está onde deveria estar - para cumprir a missão a que foi destinado."

sábado, 25 de abril de 2015

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Amar sem Limites...



Estes dias tenho-me questionado: 

Há limites para amar? 
Temos de amar somente determinadas coisas ou pessoas, porque não temos amor suficiente para dar a outros seres racionais ou não? 
Contudo, mesmo que gostemos ou amemos outros seres não devemos alargar esse amor?

Em algumas caras, chego à conclusão que de facto só conseguem amar uma coisa de cada vez, a mais racional até! Só porque os outros dizem que é certo assim ou assado, eu tenho de ser ovelha e ir atrás do pastor, senão estou a ir contra mim própria? 

Tenho pena, meus caros, mas sou muito teimosa e de ideias muito próprias, para mim, é tão fácil amar um ser irracional como um ser racional, ambos tem coração e para mim é isso que interessa! Consigo amar os dois ao mesmo tempo e ainda mais alguma coisa. Primeiro as pessoas? Sim, sempre, mas nunca deixo nenhum dos dois de parte, perdoem-me mas no meu coração cabe muitas coisas boas, coisas que me alimentam a alma. São/somos todos filhos do mesmo pai, Deus, e ele pode estar em toda a parte e comunica de várias maneiras. Se Deus está encarnado num ser abandonado (racional ou não) eu nunca vos posso confirmar, mas para mim é uma das formas que ele me comunica, através dos apelos.

A intenção é dar sem receber, mas há alturas na vida que eu estando a ajudar seja o que for, parece que recebo mais do que aquilo que dou... Muitos não precisam falar, e há alguns que não falam mesmo, mas sentem... E os olhos... Olhos dizem tudo...

Feliz daquele que vê o pai em tudo o que tem vida... 

A celebre questão: "Se fosses Jesus o que farias?" Lembra-te que ele está em toda a parte...

domingo, 19 de abril de 2015

A fase adulta...


Gostava muito  de saber quando é que se atinge a fase adulta, pois parece que nem eu, nem os que me rodeiam ainda lá chegaram... :)

Quando era pequenina, achava que os adultos é que se sabiam comportar e não faziam tantas asneiras quanto eu fazia. Foi-me incutido que eu devia comportar-me como uma mulherzinha: "Não vez as outras pessoas a portarem-se bem? Isso não se faz. As meninas grandes não fazem isso. " 

E lá pensava eu: "Os grandes é que são fixes, possa nunca fazem asneiras. E eu não passo um dia sem fazer uma e levar um raspanete."

Hoje, já penso de maneira diferente. Quando era pequena não via as noticias, vivia no mundo da fantasia dos meus desenhos animados favoritos, onde tudo acabava sempre bem. Hoje, descobri que mais vale fazer as asneiras das crianças do que a dos adultos (alguns). Não quero com isto dizer que ser adulto não é bom, até porque a minha mente não se sente como tal. Não sou aquele típico adulto que não quebra as regras, ainda há muito de criança em mim. 

Mas, com esta minha tenra idade descobrir as asneiras desta malta é algo de muito medonho, dá vontade de voltar a ser criança e pensar novamente: "Os adultos é que são fixes, possa nunca fazem asneiras..."